3 de outubro de 2010

gosto de ti.

Bem, aqui estou eu, por pura sensibilidade minha e não por mereceres alguma ou nenhuma destas palavras, não por simpatia ou por ser quem és, bem secalhar é um pouco disso também; e assim se passou um ano, nem todo repleto de coisas boas, mas o amor é mesmo assim.
Apesar de tudo ou nada que aconteceu, relembro todos os momentos que passei contigo. O dia que nos conhecemos, a nossa primeira caminha até ao que ficou como sendo o nosso local, onde te dei o abraço prometido, desde o dia em que envergonhadamente me apresentaste à tua mãe e toda a paciência e respeito que tives-te por mim. O dia em que delicadamente fizes-te o chão desabar, mesmo debaixo dos meus pés, fizeste-me flutuar e sentir uma mistura de sentimentos que eu não sei explicar, tudo quando os teus lábios tocaram os meus, e nunca me esquecerei da maneira que fizes-te isso acontecer. Nunca esquecerei o dia 2 de Dezembro, a avenida da praia, as lágrimas, o terminal, as 22 horas e 43 minutos, quando um sim envergonhado e desajeitado foi expelido da minha boca que anseava de uma forma quase desesperada por aquele beijo que, apesar de muitos que o antecederam, foi único e inesquecível, nem o dia 2 de Fevereiro, nem as nossas noites, as nossas brincadeiras, os nossos passeios, as nossas viagens passadas a jogar Guitar Flash, e todas aquelas mariquices póprias da coisa, que duraram até ao dia 9 de Maio, no dia em que destruiste o meu mundo, me fizes-te acreditar em coisas que possívalmente não existem, destruiste tudo aquilo em que me tornas-te. Tu mudaste-me, tornaste-me numa pessoa diferente, e eu agradeço-te isso, mas não soubeste dar valor a isso, e só pensaste em ti. Destruiste-me. Enfim, não te culpo, nem nada, até porque sinceramente, nem sempre como é óbvio, mas sou superior a isso, sou forte ao contrário do que pensam. E apesar daqueles dias em que me metes tanta raiva que se eu pudesse te espancava e te chamava nomes feios até a voz me faltar, o sentimento que nutro por ti é bem mais superior, enfim, é amor. E sei que sabes e tens consciência disso, sei que sabes que vou estar sempre aqui, ao teu lado sempre que precisares ou não, apesar de estar afastada e tu saberes bem o porquê. Vou estar sempre aqui para ouvir as tuas mágoas, birras, e dias cheios de felicidade, para te confortar, para te dar na cabeça, para me rir ou chorar contigo, para te aturar quando estás naqueles dias em que és completamente idiota e maluco, para te abraçar, e muitas mais merdinhas que tu sabes. Enfim. Vou estar sempre aqui, porque afinal, gosto de ti.

Um comentário:

  1. E são os amores que mais doem e mais duram...
    Aqueles com ódio à mistura...
    Sei bem do que falas u.u'
    Isto um dia muda, há que acreditar nisso.

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