Gosto de te ver a rir e a brincar, gosto do teu olhar, gosto das tuas palavras, mesmo quando ditas de forma descuidada, gostava de te ter sempre perto e de sentir que tudo está certo, gostava de perceber as tuas mudanças repentinas e de saber o que dizem os teus olhos quando me têm como obstáculo, gostava de saber o que te vai na cabeça, de saber que afinal vale a pena acreditar que um dia a "paz" acaba sempre por chegar, que não há esperas vãs nem dias perdidos, que todas as noites são de lua cheia e todas as manhãs, por muito distante que estejas, estão cheias de ti; quero-te, quero-te, quero-te.
Por isso deixa-me ficar para sempre lá dentro, guarda um espacinho para mim, enquanto anseio para que preencha esse lugar novamente, provavelmente ou não, guarda-me em ti e espera sem esperar a cada dia que passar, que o meu amor, doce e amargo, intemporal talvez resista ao tempo, resista ao medo, resista ao mundo, resista a tudo e não precise de muitas mais coisas a não ser de ti e de todos aqueles que são importantes; tu que és principio e fim (dito de forma menos apropriada e com base na realidade), que estás no meio de tudo, e que gostava que atravessasses a vida de mão dada comigo. Provavelmente daria alguns trambulhões, ou ria ou chorava, ou fazia coisas desparatadas e sem sentido, nada importava nesta vida cheia de coisas erradas, (porque as coisas certas há muito que quase desapareceram) desde que ao meu lado estivesses tu para cair comigo, rir e chorar comigo, e fazer coisas estúpidas comigo, tu personagem imperfeita; tu de quem eu gosto, gosto, gosto.
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